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Igrejas serão proibidas de realizar cultos em salas de espetáculos em Angola

Igrejas serão proibidas de realizar cultos em salas de espetáculos em Angola



Revisão da lei da liberdade religiosa em Angola vai proibir cultos em teatros, auditórios e centros culturais.

Fonte: Guiame, com informações do Radar informativo
Proposta integra um pacote de três novas leis que regulamentam as atividades culturais e religiosas no país. (Foto: Francisco Venâncio / Unsplash)

A proposta de alteração da Lei nº 12/19, que regula a Liberdade de Religião e de Culto em Angola, vai impedir a realização de cultos religiosos em salas destinadas a pré‑espetáculos culturais, como teatros e auditórios.

Essas salas integram a estrutura de apoio aos espetáculos – espaços de ensaio, preparação, suporte ou recepção. Autoridades alegam que a revisão da lei reforça sua proteção, assegurando que os espaços permaneçam dedicadas exclusivamente à atividade cultural.

O ministro da Cultura, Filipe Zau, anunciou a nova legislação e destacou que, no passado, muitas dessas salas originalmente destinadas à atividade cultural foram ocupadas por práticas religiosas ou comerciais, desviando-as da sua função original.

Templos próprios e autorizados

Zau afirmou que a nova lei das confissões religiosas proibirá o funcionamento de igrejas em salas culturais, determinando que as atividades religiosas ocorram apenas em templos próprios e autorizados.

O ministro acrescentou que a proposta já foi enviada ao Conselho de Ministros e integra um pacote de três novas leis destinadas a regulamentar as atividades culturais e religiosas no país.

O objetivo principal é evitar abusos, impedir que cultos e espetáculos compartilhem os mesmos espaços e garantir que as infraestruturas culturais cumpram fielmente a função para a qual foram concebidas.

Cultos domésticos

A revisão da Lei n.º 12/19, de 14 de maio, atualmente em consulta pública, introduz a exigência de licenciatura em teologia para a acreditação de pastores e líderes religiosos.

A proposta também proíbe a realização de cultos em residências ou quintais, determinando o uso de espaços adequados e reforçando regras contra a poluição sonora e normas de conduta para preservar a paz pública.

Segundo o Governo, as alterações visam controlar o crescimento de confissões religiosas e a atuação de “profetas” não certificados, reforçando a regulação num Estado laico.